quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

História de Vida e Formação de Profºs, Diálogos entre Brasil e Portugal


Professora Doutora Inês Ferreira de Souza BragançaDoutora em Ciências da Educação pela Universidade de Évora-Portugal, Mestre em Educação e Pedagoga, pela Universidade Federal Fluminense. Professora Adjunta do Departamento de Educação e do Mestrado em Educação: Processos Formativos e Desigualdades Sociais da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FFP/UERJ) e do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Estácio de Sá (UNESA). Tem vários trabalhos publicados em capítulos de livro, periódicos e anais de eventos nacionais e internacionais sobre formação docente, histórias de vida de professores/as, memória e história das escolas. É pesquisadora do Núcleo de Pesquisa e Extensão Vozes da Educação: Memória e História das Escolas de São Gonçalo (UERJ), do Grupo de Pesquisa ALEPH - Programa de Pesquisa, Aprendizagem-Ensino e Extensão em Formação dos Profissionais da Educação, da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Centro de Investigação em Educação e Psicologia da Universidade de Évora Portugal (CIEP UE). 
O texto aborda questões além da racionalidade técnica, deve-se considerar a racionalidade sensível incorporando a vida dos sujeitos em toda a sua complexidade existencial como componente imprescindível no processo formativo. A pesquisa da autora sobre as histórias de vida dos professores brasileiros e portugueses por meio de biografias educativas constituiu-se no processo de tematização da própria vida como espaço de tempo de formação docente. A história de vida precisa fundamentar em uma teoria sólida.
Somos sujeitos históricos, construímo-nos a partir da relação que estabelecemos conosco, com o meio e com os outros, por meio dessa interação humana produzimos e partilhamos conhecimento. De acordo com o texto as experiências formadoras são significativas e da sentido a vivência, transformam os inscritos na memória, não só como narrativas descritivas, mas como recriação e reconstrução da história. Para Bragança, formar-se é dar uma forma o que significa pôr em conjunto elementos diversos que podem ser contraditórios, essa produção de unificação, de unidade desenrola segundo uma dinâmica de produção de si. No que diz respeito a identidade individual ou coletiva é relativa aos diversos papéis que cada um exerce ao longo de sua trajetória de vida, nesse processo a memória é um elemento constituinte da identidade.


REFERÊNCIAS


BRAGANÇA, Inês Ferreira de Souza. Sobre o conceito de formação na abordagem (auto)biográfica. Disponível em http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/faced/article/viewFile/8700/6352 acesso em 02/01/13
Disponível em: http://www.grupovozes.com.br/professores.php.htm Acesso em 03/01/2013.  

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